1. Esclarecendo o que são repositórios de recursos educacionais abertos
A presente selecção de 2 repositórios digitais de materiais educativos foi pensada para o público jovem a frequentar o ensino presencial obrigatório, no caso alunos de Geografia. Consideramos o seu uso em sala de aula ou um posterior uso doméstico de revisitação das aprendizagens.
Para delimitar sumariamente o que é um REA, David Wiley [1] mentor das licenças Creative Commons propôs a política dos 5R:
Reter - o direito de fazer, possuir e controlar cópias do conteúdo (por exemplo, baixar, duplicar, armazenar e gerenciar).
Reutilizar - o direito de usar o conteúdo de várias maneiras (por exemplo, em uma classe, em um grupo de estudo, em um site, em um vídeo).
Reeditar - o direito de adaptar, ajustar, modificar ou alterar o próprio conteúdo (por exemplo, traduzir o conteúdo para outro idioma).
Remisturar - o direito de combinar o conteúdo original ou revisado com outro material para criar algo novo (por exemplo, incorporar o conteúdo em um mashup).
Redistribuir - o direito de compartilhar cópias do conteúdo original, suas revisões ou remixes com outras pessoas (por exemplo, dê uma cópia do conteúdo a um amigo).
2. O REA: Google Earth
O Google Earth [GE] [2] é um software gratuito que usa imagens de satélite com elevada qualidade para grandes escalas. Os seus ficheiros chamam-se kml e transformam o Google Earth num imenso SIG [Sistema de Informação Geográfica] que ao qual podemos acrescentar conteúdo, usar ou reutilizar conteúdo – uma base de dados georreferenciados a um lugar geográfico. Na sua missão podemos ler:
Entendemos como Recursos Educacionais Abertos (REA):
Todo o material educacional de licença aberta, disponível gratuitamente para professores e alunos usarem, adaptarem, compartilharem e reutilizarem no estudo, no ensino ou em pesquisas – esta concepção segue o proposto pela OCDE [1].
A presente selecção de 3 repositórios digitais de materiais educativos foi orientada para o público jovem a frequentar o ensino presencial obrigatório ou público geral que procure uma primeira introdução às diversas temáticas.
Para delimitar sumariamente o que é um REA, David Wiley [2] mentor das licenças Creative Commons propôs a política do 5R:
Reter - o direito de fazer, possuir e controlar cópias do conteúdo (por exemplo, baixar, duplicar, armazenar e gerenciar).
Reutilizar - o direito de usar o conteúdo de várias maneiras (por exemplo, em uma classe, em um grupo de estudo, em um site, em um vídeo).
Reeditar - o direito de adaptar, ajustar, modificar ou alterar o próprio conteúdo (por exemplo, traduzir o conteúdo para outro idioma).
Remisturar - o direito de combinar o conteúdo original ou revisado com outro material para criar algo novo (por exemplo, incorporar o conteúdo em um mashup).
Redistribuir - o direito de compartilhar cópias do conteúdo original, suas revisões ou remixes com outras pessoas (por exemplo, dê uma cópia do conteúdo a um amigo).
Lugar do Real é um sítio de visionamento do documentário, de filmes e vídeos escolares e da fotografia documental, disponibilizados para fins pedagógicos, de investigação e culturais. Esta plataforma está dividida em quatro secções independentes entre si - Lugar do Real, Escolas, Fotomemória e Lab.
Todos os documentários, videogramas, trabalhos das escolas e fotografias exibidos no Lugar do Real são propriedade dos seus autores e só podem ser utilizados para visionamento pessoal para fins pedagógicos, de investigação e culturais [fins não comerciais]. Para qualquer outro fim, os seus autores ou detentores dos direitos devem ser contactados.
Apreciação 5R:
Reter: livre com excepção de uso comercial. Reutilizar: livre. Revisar: livre com excepção de uso comercial. Remisturar: livre mas relativo aos parâmetros de partilha pública do youtube. Redistribuir: livre.
A Khan Academy (https://pt.khanacademy.org) é uma organização educacional sem fins lucrativos criada em 2008 por Salman Khan com o objetivo de criar um conjunto de ferramentas online para os seus alunos. A organização produz lições curtas na forma de vídeos. No website há exercícios práticos e materiais complementares para educadores. Todos os recursos estão disponíveis gratuitamente para os usuários do site.
Apreciação 5R:
Reter: livre mas relativo aos parâmetros de partilha pública do youtube. Reutilizar: livre. Revisar: livre com excepção de uso comercial. Remisturar: livre mas relativo aos parâmetros de partilha pública do youtube. Redistribuir: livre.
REA TED Ideas Worth Spreading
Página inicial do website TED Ideas Worth Spreading, 2019.https://www.ted.com
A plataforma TED Ideas Worth Spreading (https://www.ted.com) permite que os usuários gravem qualquer vídeo TED Talk, TED-Ed ou vídeo educacional e criem facilmente perguntas e discussões personalizadas em torno do vídeo. Os usuários podem distribuir essas lições, pública ou privadamente, e acompanhar seu impacto no mundo, em uma turma ou em um aluno individualmente.
Podemos ler no Nossa Missão:
[E]spalhar ideias:
Incentivamos a comunidade TED, organizações sem fins lucrativos, blogueiros, mídia e afins a compartilharem as palestras do TED por meio das mídias sociais e incorporar palestras individuais de maneira contextualmente relevante em sites não comerciais, usando o código incorporado no TED.com. O uso não comercial de TED Talks deve seguir os termos de nossa licença específica da Creative Commons Attribution - NonCommercial - NonDerivative (BY-NC-ND).
Apreciação 5R:
Reter: livre mas relativo aos parâmetros de partilha pública do youtube. Reutilizar: livre. Revisar: livre com excepção de uso comercial. Remisturar: livre mas relativo aos parâmetros de partilha pública do youtube. Redistribuir: livre.
Transcrição parcial da entrevista publicada na Folha de São Paulo - 09-11-2019
"Quando Pierre Lévy, 63, começou
a escrever sobre cibercultura, a internet toda era mato. O filósofo franco-canadense é
um dos pioneiros a tratar da relação entre sociedade e computador, em
particular num mundo conectado. Orgulha-se de escrever sobre o assunto desde o
começo dos anos 1990.
Para ele, as ciências humanas
precisam passar por uma revolução, como passaram as naturais, e a tecnologia é
a chave para atingir um “patamar mínimo” no tratamento dessa área. “Nas
humanidades ainda estamos na Idade Média”.
Será que a responsabilidade
individual ou a grupal possibilitarão a filtragem preservadora daquilo que
constitui o património cultural essencial da sociedade humana?
Antóno Teixeira, UC12019 UAB 2019.
A Cibercultura – conceito elaborado por Pierre Lévy:
Cibercultura.[1] Termo polivalente empregue na descrição do resultado da «interconexão mundial de computadores» (Lévy, 1999) que possibilitou a existência de uma grande rede de comunicação na qual cada nó é fonte de diversidade, abordagens e discussões - tudo numa permanente renovação e ampliação.
A responsabilidade individual na Era do conhecimento partilhado em rede:
Desde os anos noventa, acompanhando o devir tecnológico, Pierre Lévy tem pensado o impacto da electrónica, informática e telecomunicações e sempre lhes vislumbrou um feliz futuro comum, capaz de «iluminar» e guiar a humanidade.
Este optimismo histórico pressupõe a decisiva tese de que a totalidade do conhecimento humano[2] não só radica na soma dos contributos de cada individuo como a irá exponenciar (no sentido de crescimento exponencial), atingindo níveis de complexidade e desempenho superiores.
No alvor do terceiro milénio, Pierre Lévy vislumbrou estarmos perante uma situação radicalmente distinta na história da humanidade pois, agora, o Conhecimento passou a funcionar em rede aberta - criando um ciberespaço onde as inteligências individuais não só são somadas e compartilhadas por toda a sociedade, como são multiplicadas, e multiplicam a si mesmas, a partir do surgimento de novas tecnologias de comunicação equiparadas à Internet.
A expansão da rede comunicacional, emanicipação do individuo:
Para compreendermos o processo, Lévy propôs-nos uma cronologia compreensiva. A primeira grande revolução na história da comunicação foi a invenção da escrita, que levou a uma sociedade mais hierarquizada, dividida entre aqueles que sabem ler e escrever e aqueles que não sabem.
A segunda grande revolução, a invenção do alfabeto, dos algarismos arábicos com o número zero e a invenção do papel pelos chineses.
A terceira grande revolução, a invenção da imprensa e, na sequência, rádio e televisão e que automatizaram a transmissão da linguagem e de símbolos.
Actualmente, vivemos num novo sistema de comunicação onde toda informação é acessível e omnipresente: todos os indivíduos estão interconectados e máquinas/robots transformam automaticamente símbolos, fazem traduções ou cálculos estatísticos.
“Em vez de desenvolver máquinas inteligentes [i.e., máquinas com inteligência artificial], deveríamos usar os computadores para nos tornar mais inteligentes”.[3]
Nos últimos anos, Pierre Lévy tem trabalhado numa linguagem artificial que possibilitará aos humanos conversarem directamente com máquinas sem o intermédio da programação: a IEML (sigla em inglês para Metalinguagem da Economia da Informação)[4] será semântica computável de significado unívoco (cada palavra significa uma coisa só, sem ambiguidade) para permitir computação e oferecer operabilidade semântica para dados, algoritmos, raciocínio automatizado... e que nos colocará na «derradeira fronteira» da Noosfera: a Cibercultura.
A quadrúpla forma de entender o conceito Cibercultura:
Porque é um conceito polivalente, podemos encontrar pelo menos 4 formas de elaborar/usar o conceito cibercultura (Lévy, 1999): a utópica, informativa, antropológica e a epistemológica:
Quando trabalhado de forma utópica, o conceito refere-se aos novos média e como estas influenciam a sociedade, formando subculturas. Quando analisado sob o aspecto informativo, refere-se a um conjunto de práticas culturais, que permite novas formas de transmitir-se informação. Quando elaborado do ponto de vista antropológico, refere-se a um conjunto de práticas culturais e estilos de vida gerados pelas TIC (subculturas digitais). Epistemologicamente, o termo é usado para teorizar os novos média e as suas praxis sociológicas.
Para todos os efeitos, a cibercultura surgiu com a interconexão mundial de computadores que derivou numa grande rede de comunicação, na qual cada nó é fonte de heterogeneidade e diversidade, abordagens e discussões, ambos em permanente renovação e ampliação.
A emanicipadora Cibercultura:
A rede de computadores é “universal e sem totalitarismo” porque permite a todos os que estiverem ligados, construir e partilhar inteligência colectiva, sem se submeterem a constrangimentos político-ideológicos. A Internet é, acima de tudo, um agente humanizador porque democratizadora da informação, e humanitário, porque permite a valorização das competências individuais e a defesa dos interesses das minorias.
O cidadão ligado à Web, diz-nos Pierre Lévy, terá condições para interferir directamente no controlo das decisões públicas sem mediadores, o que poderá ajudar a descentralizar, democratizar e optimizar os serviços públicos. E se a Internet possibilita contactos mais frequentes e produtivos, é porque aproxima os actores sociais antes mesmo dos acontecimentos colectivos acontecerem - e aqui reside o seu papel ou sentido humanizador…
Exemplos paradoxais de Cibercultura:
Após 2015 surgiram nas sociedades complexas e politicamente democráticas, comunidades digitalmente ativas e politicamente intervenientes tal como o antevisto por Lévy: sem hierarquias e descentralizadas, baseadas em contactos frequente P2P mas orientadas para a acção e, por vezes, mobilizadoras de flash mobs.
Os exemplos mais críticos surgiram em pelos menos 3 ambientes/ferramentas web:
•Tinder
•Twitter ou Facebook
•GAB[5]
Ainda sem dados abundantes mas já será pertinente tecer uma leitura semiológica dos efeitos da tinderização dos relacionamentos interpessoais que já alteraram significativamente as estratégias de namoro, fidelidade e relacionamento.
Sociologicamente, o uso das redes Twitter, Facebbok e GAB perimitiram o surgimento do nada de comunidades e movimentos ligados à Alt Right numa dinâmica que já alterou a cena política norte americana, brasileira e parte da Europa
Para aflição nossa, as tomadas de posição de Pierre Lévy relativas a este pós-2015 não estão online.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Referências bibliográficas e anotações: [1] Lévy, P.(1999). Cibercultura. São Paulo, Editora 34. [2] Teilhard de Chardin entendia a Noosfera como a integração de todo o pensamento humano em uma única rede inteligente que acrescentará mais uma camada em volta da Terra (o mundo das ideias, formado por produtos culturais, pelo espírito, linguagens, teorias e conhecimentos. Conceptualmente, a noosfera seria a terceira etapa no desenvolvimento da Terra, depois da geosfera (matéria inanimada) e da biosfera (vida biológica). Cf. Chardin, T. (1960). The Divine Milieu, New York, Harper and Brothers. [3] Lévy, P. (2019, 9 Setembro). Tecnologia pode tirar ciências humanas da Idade Média. Folha de São Paulo. Consultado em https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2019/09/tecnologia-pode-tirar-ciencias-humanas-da-idade-media-diz-pierre-levy.shtml [4] Para ilustrar o que será uma linguagem IEML temos o https://intlekt.io/?index que funciona como um dicionário. [5] GAB: A social network that champions free speech, individual liberty and the free flow of information online. All are welcome.In https://gab.com. Em Outubro de 2018 foi noticiado: “A rede social Gab.com foi derrubada após a revelação de que Robert Bowers usou o site para ameaçar judeus. Bowers é o principal suspeito por matar 11 pessoas e deixar mais 6 feridas em uma sinagoga em Pittsburgh (EUA) durante a manhã de sábado (27)” – “Gab, a rede social da extrema-direita, foi derrubada da internet” in https://www.tecmundo.com.br/seguranca/135671-gab-rede-social-extrema-direita-derrubada-da-internet.htm
Como fazer referências bibliográficas e citar textos
- A norma APA Citation Style
1. Como identificar os livros, filmes, internet e mapas usados num trabalho escolar? - A bibliografia.
2. Como identificar os textos copiados dos livros consultados? - As citações.
A norma APA citation style é o padrão mais comum usado pela comunidade internacional das ciências e ciências sociais. Este breve guia usa os dados da 6ª edição do Manual of the American Psychological Association publicado em 2008.
As regras aqui usadas não seguem a Norma Portuguesa NP 405-1 (1994), a qual define as regras bibliográficas para Portugal (mas que tem custos elevados e acesso muito limitado…).
1. COMO ESCREVER A BIBLIOGRAFIA:
AUTOR – DATA - TÍTULO DO LIVRO - TÍTULO DO ARTIGO - TÍTULO DO JORNAL – VOLUME – PÁGINAS – LOCALIDADE – EDITORA - DIVERSOS. Nota: devemos seguir esta ordem, contudo, consoante as pesquisas feitas, simplifica-se consoante os casos seguintes:
LIVROS CONSULTADOS: Autor. (Ano). Título do livro. Localidade: Editora.
COELHO, J. P. (1969-1971).Dicionário de literatura: literatura portuguesa. Vol. 2. Porto: Figueirinhas.
Imagem orientada a Sul - i.e., o topo da fotografia coincide com o rumo SulEm primeiro plano o campo de futebol e a escola Cunha Rivara. Na esquerda da foto, o castelo de Arraiolos alcandorado no topo da colina mais elevada de Arraiolos. A ladeira que dá para a nossa escola situa-se na vertente poente do castelo que sendo redondo é por isso, uma raridade.Planta topográfica oientada a Sul - i.e., o topo da imagem coincide com o rumo Sul.As linhas concêntricas são «curvas de nível» e indicam a altitude. A escola tem a cota 356 metros de altitude e o castelo os 386 metros - ou seja, 30 metros de «comando» em relação à «rechã» onde construiram as intalações escolares.Entardecer visto da Sala 9 em Outubro de 2013.Foi na minha primeira semana de aulas. Alunos do sétimo ano conversam após aula de Geografia.Um ano feliz.Memória do workshop dedicado à feitura de livros e promovido pelo projectoVento Norte Cartonero