Mostrar mensagens com a etiqueta UC Educação e Sociedade em Rede. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta UC Educação e Sociedade em Rede. Mostrar todas as mensagens

An anthropological introduction to YouTube presented at the Library of Congress, June 23rd 2008.

EDUCAÇÃO E SOCIEDADE EM REDE


Clicar na imagem. Video no canal youtube Michael Wesch: https://youtu.be/TPAO-lZ4_hU 


A etnologia digital nos primórdios da internet 2.0   

Para ver e escrever sobre este clássico da etnologia digital criado por Michael Welsh, professor universitário de antropologia cultural, um extravagante acaso levou-me à cantina universitária conhecida como o primeiro andar do Ikea Restaurante. Para aprimorar a extravagância, outros vídeos do autor e demais vídeos colocados na lista de referência bibliográficas da presente unidade curricular, estão censurados/bloqueados. Talvez um sinal dos temos que mudaram...
Não conseguindo aceder ao website de Michael Welsh aqui linkado [www.mediatedcultures.net] acabei por deixar um comentário no canal Youtube de Michael Wesch:
https://www.youtube.com/channel/UChaQjN6tViOSPvY9LLaq_Mg.

A “Má Informação” e a “Informação de Qualidade” – Os principais fatores de desinformação, engano e omissão de informação

EDUCAÇÃO E SOCIEDADE EM REDE


[Tópico 5 – Debater “Autenticidade e a Transparência na Rede”] 
Unidade Curricular Educação e Sociedade em Rede 

 2 Questões de partida: 

1) A questão da autenticidade da rede: 
Quem são e como são verdadeiramente esses outros que encontramos na rede? Que são eles por detrás das máscaras que constroem na rede? Que somos nós próprios na rede? Somos ou poderemos ser transparentes? São as imagens que de nós partilhamos autênticas? 

2) Como poderemos assegurar a autenticidade da informação? 
[Como assegurar a] sua transparência? Quem a valida ou autentica? Quem o poderá fazer? A própria comunidade, a própria rede? Será pela transparência dos processos de partilha? Como e em quem na rede poderemos confiar? Como se poderá garantir a qualidade da informação e como se poderá garantir a idoneidade da utilização dessa informação?



A autenticidade da rede:

1) Quem são e como são verdadeiramente esses outros que encontramos na rede?
Não há possibilidade de validar a «identidade verdadeira dos Outros na rede»

O Futuro da educação será negro - debate sobre o futuro da aprendizagem humana

EDUCAÇÃO E SOCIEDADE EM REDE


Resumo das 6 teses que nesta postagem serão expostas: 
1. As novas TIC permitiram acesso generalizado e instantâneo a informação tendencialmente infinita. (Cf. conceito "information overload" de Alvin Toffler).
2. O resultado é um excesso de informação e a disseminação de informação desqualificada e irrelevante ou a disseminação de informação «fake».
3. A circulação no sistema-mundo desta «má-informação» aumenta a Entropia. A propagação instantânea e massiva de «má-informação» tenderá a destruir quaisquer processos de aprendizagem.
3.1. O «Apocalipse» descrito por Umberto Eco (Cf. a tese de “Apocalípticos e Integrados”) será a norma, porque a evolução natural dos sistemas comunicacionais baseados na velocidade e disseminação de conteúdos fake ou trash será a Entropia.
4. No futuro, a marxista «luta de classes» será a «luta de classes de aprendizagens/alunos»:
4.1. Sabemos com a segunda lei da termodinâmica que a Entropia só é resolvida com «informação/conteúdos de qualidade» -  os futuros combates será pelo «acesso» a tão relevante informação
4.2. No futuro (ou hoje) assistiremos a uma valorização extrema da «Informação de Qualidade» (ou informação privilegiada).
5. No futuro a qualidade dos processos de aprendizagem radicará nas «aprendizagens significativas» em conluio com «conteúdos de extrema qualidade» que por natureza serão de acesso restrito.
6. Paradoxalmente a solução para este estado de Entropia (causada pelo excesso comunicacional) será a informação (começando por saber onde localizá-la e, posteriormente, saber como aceder-lhe).



Debate: Qual o futuro da aprendizagem humana?
As 4 questões propostas na Atividade 5 e 6 da Unidade Educação e Sociedade em Rede: 
1. Em que medida a aprendizagem humana está a ser alterada pela própria transformação cada vez mais acelerada da sociedade?
2. Há vinte anos atrás, o futuro da aprendizagem era uma longínqua suspeita daquilo em que se transformou.
3. E de hoje a vinte anos?
4. Porque iremos aprender? Onde e como iremos aprender?

Debate: Qual o futuro da aprendizagem humana?
O Futuro negro da educação: 

Tecnologia pode tirar ciências humanas da Idade Média

EDUCAÇÃO E SOCIEDADE EM REDE



Transcrição parcial da entrevista publicada na Folha de São Paulo - 09-11-2019 


"Quando Pierre Lévy, 63, começou a escrever sobre cibercultura, a internet toda era mato. O filósofo franco-canadense é um dos pioneiros a tratar da relação entre sociedade e computador, em particular num mundo conectado. Orgulha-se de escrever sobre o assunto desde o começo dos anos 1990.
Para ele, as ciências humanas precisam passar por uma revolução, como passaram as naturais, e a tecnologia é a chave para atingir um “patamar mínimo” no tratamento dessa área. “Nas humanidades ainda estamos na Idade Média”.

Pierre Lévy o pensador da Cibercultura está legendado no youtube

EDUCAÇÃO E SOCIEDADE EM REDE

Playlist da participação de Pierre Lévy dos últimos 6 anos nos ciclos de conferências "Fronteiras do Pensamento". In https://www.youtube.com/playlist?list=PLC5KrnKxeYylDX2fZQbNisAA948sqBo6f


12 Videos, 12 Temas legendados  

Pierre Lévy tem participado desde 2013 nos eventos Fronteiras do Pensamento. Será tempo bem usado. Boas leituras.

O que é a cibercultura senão a (mais recente) fronteira da Noosfera

EDUCAÇÃO E SOCIEDADE EM REDE





Será que a responsabilidade individual ou a grupal possibilitarão a filtragem preservadora daquilo que constitui o património cultural essencial da sociedade humana?
Antóno Teixeira, UC12019 UAB 2019.



A Cibercultura – conceito elaborado por Pierre Lévy:  

Cibercultura.[1]  Termo polivalente empregue na descrição do resultado da «interconexão mundial de computadores» (Lévy, 1999) que possibilitou a existência de uma grande rede de comunicação na qual cada nó é fonte de diversidade, abordagens e discussões - tudo numa permanente renovação e ampliação.



A responsabilidade individual na Era do conhecimento partilhado em rede:  

Desde os anos noventa, acompanhando o devir tecnológico, Pierre Lévy tem pensado o impacto da electrónica, informática e telecomunicações e sempre lhes vislumbrou um feliz futuro comum, capaz de «iluminar» e guiar a humanidade.

Este optimismo histórico pressupõe a decisiva tese de que a totalidade do conhecimento humano[2]  não só radica na soma dos contributos de cada individuo como  a irá exponenciar (no sentido de crescimento exponencial), atingindo níveis de complexidade e desempenho superiores.

No alvor do terceiro milénio, Pierre Lévy vislumbrou estarmos perante uma situação radicalmente distinta na história da humanidade pois, agora, o Conhecimento passou a funcionar em rede aberta - criando um ciberespaço onde as inteligências individuais não só são somadas e compartilhadas por toda a sociedade, como são multiplicadas, e multiplicam a si mesmas, a partir do surgimento de novas tecnologias de comunicação equiparadas à Internet.



A expansão da rede comunicacional, emanicipação do individuo:  

Para compreendermos o processo, Lévy propôs-nos uma cronologia compreensiva. A primeira grande revolução na história da comunicação foi a invenção da escrita, que levou a uma sociedade mais hierarquizada, dividida entre aqueles que sabem ler e escrever e aqueles que não sabem.

A segunda grande revolução, a invenção do alfabeto, dos algarismos arábicos com o número zero e a invenção do papel pelos chineses.

A terceira grande revolução, a invenção da imprensa e, na sequência, rádio e televisão e que automatizaram a transmissão da linguagem e de símbolos.

Actualmente, vivemos num novo sistema de comunicação onde toda informação é acessível e omnipresente: todos os indivíduos estão interconectados e máquinas/robots transformam automaticamente símbolos, fazem traduções ou cálculos estatísticos.

“Em vez de desenvolver máquinas inteligentes [i.e., máquinas com inteligência artificial], deveríamos usar os computadores para nos tornar mais inteligentes”.[3]

Nos últimos anos, Pierre Lévy tem trabalhado numa linguagem artificial que possibilitará aos humanos conversarem directamente com máquinas sem o intermédio da programação: a IEML (sigla em inglês para Metalinguagem da Economia da Informação)[4]  será semântica computável de significado unívoco (cada palavra significa uma coisa só, sem ambiguidade) para permitir computação e oferecer operabilidade semântica para dados, algoritmos, raciocínio automatizado... e que nos colocará na «derradeira fronteira» da Noosfera: a Cibercultura.



A quadrúpla forma de entender o conceito Cibercultura:  

Porque é um conceito polivalente, podemos encontrar pelo menos 4 formas de elaborar/usar o conceito cibercultura (Lévy, 1999): a utópica, informativa, antropológica e a epistemológica:

Quando trabalhado de forma utópica, o conceito refere-se aos novos média e como estas influenciam a sociedade, formando subculturas. Quando analisado sob o aspecto informativo, refere-se a um conjunto de práticas culturais, que permite novas formas de transmitir-se informação. Quando elaborado do ponto de vista antropológico, refere-se a um conjunto de práticas culturais e estilos de vida gerados pelas TIC (subculturas digitais). Epistemologicamente, o termo é usado para teorizar os novos média e as suas praxis sociológicas.

Para todos os efeitos, a cibercultura surgiu com a interconexão mundial de computadores que derivou numa grande rede de comunicação, na qual cada nó é fonte de heterogeneidade e diversidade, abordagens e discussões, ambos em permanente renovação e ampliação.



A emanicipadora Cibercultura:  

A rede de computadores é “universal e sem totalitarismo” porque permite a todos os que estiverem ligados, construir e partilhar inteligência colectiva, sem se submeterem a constrangimentos político-ideológicos. A Internet é, acima de tudo, um agente humanizador porque democratizadora da informação, e humanitário, porque permite a valorização das competências individuais e a defesa dos interesses das minorias.

O cidadão ligado à Web, diz-nos Pierre Lévy, terá condições para interferir directamente no controlo das decisões públicas sem mediadores, o que poderá ajudar a descentralizar, democratizar e optimizar os serviços públicos. E se a Internet possibilita contactos mais frequentes e produtivos, é porque aproxima os actores sociais antes mesmo dos acontecimentos colectivos acontecerem - e aqui reside o seu papel ou sentido humanizador…



Exemplos paradoxais de Cibercultura:

Após 2015 surgiram nas sociedades complexas e politicamente democráticas, comunidades digitalmente ativas e politicamente intervenientes tal como o antevisto por Lévy: sem hierarquias e descentralizadas, baseadas em contactos frequente P2P mas orientadas para a acção e, por vezes, mobilizadoras de flash mobs.
Os exemplos mais críticos surgiram em pelos menos 3 ambientes/ferramentas web:
Tinder
Twitter ou Facebook
GAB[5]  
Ainda sem dados abundantes mas já será pertinente tecer uma leitura semiológica dos efeitos da tinderização dos relacionamentos interpessoais que já alteraram significativamente as estratégias de namoro, fidelidade e relacionamento.

Sociologicamente, o uso das redes Twitter, Facebbok e GAB perimitiram o surgimento do nada de comunidades e movimentos ligados à Alt Right numa dinâmica que já alterou a cena política norte americana, brasileira e parte da Europa

Para aflição nossa, as tomadas de posição de Pierre Lévy relativas a este pós-2015 não estão online.


. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


Referências bibliográficas e anotações:  

[1] Lévy, P.(1999). Cibercultura. São Paulo, Editora 34.


[2] Teilhard de Chardin entendia a Noosfera como  a integração de todo o pensamento humano em uma única rede inteligente que acrescentará mais uma camada em volta da Terra (o mundo das ideias, formado por produtos culturais, pelo espírito, linguagens, teorias e conhecimentos. Conceptualmente,  a noosfera seria a terceira etapa no desenvolvimento da Terra, depois da geosfera (matéria inanimada) e da biosfera (vida biológica). Cf. Chardin, T. (1960). The Divine Milieu, New York, Harper and Brothers.

[3]   Lévy, P. (2019, 9 Setembro). Tecnologia pode tirar ciências humanas da Idade Média. Folha de São Paulo. Consultado em https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2019/09/tecnologia-pode-tirar-ciencias-humanas-da-idade-media-diz-pierre-levy.shtml 

[4] Para ilustrar o que será uma linguagem IEML temos o https://intlekt.io/?index que funciona como um dicionário.

[5] GAB: A social network that champions free speech, individual liberty and the free flow of information online. All are welcome.In https://gab.com. Em Outubro de 2018 foi noticiado: “A rede social Gab.com foi derrubada após a revelação de que Robert Bowers usou o site para ameaçar judeus. Bowers é o principal suspeito por matar 11 pessoas e deixar mais 6 feridas em uma sinagoga em Pittsburgh (EUA) durante a manhã de sábado (27)” – “Gab, a rede social da extrema-direita, foi derrubada da internet” in  https://www.tecmundo.com.br/seguranca/135671-gab-rede-social-extrema-direita-derrubada-da-internet.htm